Com auditório do Sindseg MG/GO/MT/DF lotado de profissionais do mercado, o Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais (CSP-MG) recebeu, no dia 21 de setembro, a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, para uma palestra sobre o atual cenário do setor no Brasil, os desafios e as perspectivas da área.

A executiva apresentou os números da saúde suplementar, que arrecadou no ano passado R$ 156 bilhões, o que representa 40% da receita total do mercado de seguros, devolvendo à sociedade, somente em indenizações, quase R$ 130 bilhões. São 48,5 milhões de usuários (cerca de 25% da população) atendidos com planos ou seguros saúde e 22 milhões de usuários de planos odontológicos. “É o segmento com maior penetração na população”, destacou.

Segundo a presidente da FenaSaúde, o mercado sofre com os impactos da crise econômica. “A maioria dos planos são empresarias. Com o aumento do desemprego, houve redução no número de usuários. Somente no último mês o setor apresentou uma recuperação”.

Ela apontou outros desafios a serem enfrentados pelo sistema privado de saúde. Destaque para o aumento do custo aos empresários (hoje 11,57% da folha de pagamento); reajustes de preços controlados que superam a inflação, mas ainda inferiores aos aumentos de custos de cuidados médicos; transição demográfica e a judicialização, que torna o ambiente inseguro aos investidores, ferindo o mutualismo e punindo a sociedade. Além desses aspectos, o modelo de remuneração dos prestadores, que privilegia o volume de procedimentos e um número “surpreendente” de desperdício de recursos, estimado em 30% do total de gastos do setor. “Somente esse dado já merece uma profunda reflexão de nosso modelo”, registrou a executiva.

Fonte: Monitor Mercantil