Com uma retração de 3,3% no número de beneficiário dos planos de saúde em agosto, ante ao mesmo período do ano passado, as operadoras ainda não enxergam a luz no fim do túnel. Ao contrário de outros setores da economia, a previsão é que a retração continue.

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) o setor já perdeu 1,63 milhão de vínculos. Na avaliação instituto, considerando o atual nível de endividamento das famílias brasileiras e o comportamento do mercado de trabalho, ainda há um potencial risco de agravamento do quadro de beneficiários nos próximos meses.

“Por mais que existam sinais de melhora de expectativa da economia brasileira, não vemos, por enquanto, indícios concretos de melhoria do emprego formal, o grande fator sustentador de vínculos de planos de saúde”, avalia o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro. Os planos coletivos empresariais, um benefício concedido pelas empresas a seus funcionários, representam 66,4% do total de contratações.

O IESS também sugere cautela na análise dos dados mensais. Em agosto em comparação a julho, as contratações representaram um leve aumento, de 0,07%, ou acréscimo de 32,1 mil vínculos. “Pode ser que tenha ocorrido algum episódio especial ou um ajuste de base de dados”, observa Carneiro, por meio de nota.

Fonte: DCI (SP)