Entre os suspensos, estão alguns produtos da Unimed no Nordeste e no Norte do país

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu, a partir desta sexta-feira, a comercialização de 23 planos de saúde de oito operadoras, em função de reclamações relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento. Entre os planos suspensos estão oito modalidades da Unimed das regiões Norte e Nordeste do país, além da fundação assistencial dos servidores do Ministério da Fazenda. A suspensão vale por três meses, tempo que as operadoras têm para melhorar o serviço prestado.

A ANS informou que a medida faz parte do monitoramento periódico realizado pela agência pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. No período entre abril e junho deste ano, a agência recebeu 13.571 reclamações em seus canais de atendimento. Desse total, 11.445 queixas foram consideradas para análise pelo programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento.

“Trata-se de um mecanismo que gera efetividade no mercado, uma vez que tem como foco a melhoria dos serviços prestados aos consumidores. As operadoras que conseguirem perceber este monitoramento como uma oportunidade de revisão de seus processos internos podem obter mudanças bastante positivas. Do ponto de vista do beneficiário, ter acesso a tudo que contratou, com qualidade e em tempo oportuno, é o desejado, e o monitoramento possui exatamente este objetivo, além de conferir transparência e a ampliar a capacidade de escolha no ato da aquisição do plano de saúde”, destaca a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Santa Cruz Coelho.

Os planos de saúde suspensos possuem, juntos, cerca de 167 mil beneficiários. Estes clientes continuam a ter a assistência regular a que têm direito, ficando protegidos com a medida, uma vez que as operadoras terão que resolver os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários. Além de terem a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 250 mil.

Além das suspensões, a agência divulgou que oito operadoras poderão voltar a comercializar 34 produtos que estavam impedidos de serem vendidos. Isso acontece porque foi comprovada melhoria no atendimento aos beneficiários. Das oito operadoras, seis foram liberadas para voltar a comercializar todos os produtos que estavam suspensos, entre elas a Unimed Rio, e duas tiveram reativação parcial.

Desde a divulgação do último ciclo, 1º trimestre de 2016, a ANS disponibiliza aos beneficiários um serviço de consulta às informações do programa de monitoramento por operadora, conferindo o histórico das empresas e verificando, em cada ciclo, se ela teve planos suspensos ou reativados. A agência disponibiliza ainda um panorama geral com a situação de todas as operadoras, com a classificação das empresas nas quatro faixas existentes.

 Fonte: O Globo