A regulamentação da Lei 13003/2014 ainda gera polêmica no segmento da saúde e foi um dos temas em debate durante o 26 Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, nesta quinta-feira (01). A mesa com o tema da atualização de contratos e classificação de hospitais trouxe ainda uma discussão sobre a relação dos hospitais filantrópicos com as operadoras e as parceiras possíveis de implementação.

A diretora de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Regina Oliveira, explicou que de nenhuma forma a Lei 13003/2014 tem como objetivo penalizar os hospitais. “Criamos o reajuste de 100% do IPCA para que todos tenham onde chegar. Já os 105% garantem a acreditação e precisamos estimular isso”, explicou. Ainda segundo Martha, é preciso trazer a questão do fator de qualidade para a pauta de debates, lembrando que a aplicação do mesmo será residual.

O sócio da Salus Inteligência em Saúde, Bruno Sobral de Carvalho, colocou que as análises de economia em saúde são as mais complexas e que a raiz de todo conflito de saúde é de injustiças. Ele explica que é preciso desospitalizar a atenção à saúde e que a compra de hospitais vai gerar uma concorrência e criar uma verticalização. Para isso explicou alguns modelos de precificação e tabelas que podem ser utilizadas nas negociações com as operadoras.