Contando com a participação de 250 congressistas de vários Estados do País, o primeiro dia do VIIII Congresso Nacional de Operadoras Filantrópicas de Planos de Saúde, discutiu temas sobre o modelo de reajuste das operadoras, a nova gestão para planos de saúde e apresentou cases de sucesso. Na abertura oficial, destacou-se a necessidade da união do Setor como chave para seu fortalecimento.

Coordenado pelo superintendente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), José Luiz Spigolon, o primeiro painel do VIII Congresso Nacional de Operadoras Filantrópicas de Planos de Saúde tratou sobre o modelo de reajuste aplicado hoje pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Os palestrantes, Dr. Antonio Westemberger e Bruno Santoro Morestello, explicaram como é feito o cálculo do reajuste, que é baseado na média de aumento dos planos coletivos, e as discussões que têm sido feitas pela ANS, propondo alterações no cálculo atual.

Também foi discutida a nova gestão para planos de saúde, na qual o representante da Santa Casa de Misericórdia de Santos, Erimar Carlos Brehme de Abreu, concluiu que é preciso se adaptar a um mercado cada vez mais competitivo.

Para encerrar o primeiro painel, foram apresentados dois cases de sucesso: da Beneficência Portuguesa de Araraquara e da Santa Casa de Misericórdia de Bragança Paulista. Os representantes demonstraram como estão conseguindo se manter no mercado, ajudando, ainda, a manutenção do hospital, contando com um investimento nas instituições.

Painel 2

No segundo painel, coordenado pelo representante da Rede Saúde Filantrópica, Antonio Rodrigues de Barros Junior, discutiu o novo modelo de pagamento à rede de prestadores de serviços assistenciais, que tem sido debatido pela ANS. De acordo com o professor Afonso José de Matos, da Planisa, o atual modelo de pagamento, conhecido como fee for service, está esgotado, uma vez que paga por número de atendimentos e procedimentos realizados, ao invés de buscar um serviço mais eficiente, com resultados eficazes e redução do desperdício no tocante aos exames solicitados. A proposta que está sendo analisada pela ANS busca a qualidade dos serviços e o melhor desempenho dos prestadores.

O cenário para as operadoras foi apresentado pelo representante do Hospital São Cristovão, Valdir Borba. Ele ressaltou que os custos das operadoras cresce com a incorporação tecnológica e nem sempre os reajustes da ANS  são suficientes para cobrir estas inovações.

Abertura oficial

O presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, destacou, durante a abertura oficial do VIII Congresso, a importância de as operadoras estarem unidas, por meio do atendimento em rede, a fim de tornar o segmento mais forte.

O diretor da ANS, Dr. Leandro Reis Tavares, informou que a reivindicação das operadoras filantrópicas foi acatada e a Agência vai passar a aceitar tanto o certificado ou protocolo de entidade filantrópica, conforme definido em lei. O anúncio foi comemorado, uma vez que, com a medida, as operadora filantrópicas poderão conquistar o registro de funcionamento.