O presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, abriu o XIII Congresso Nacional das Operadoras Filantrópicas de Planos de Saúde, nesta quarta-feira (25). Durante a palestra magna, Fonseca ressaltou o tema do congresso, “Não controlamos o vento, mas podemos ajustar as velas: a boa gestão é aquela que se adapta ao mercado e às regulamentações legais”, afirmando que a boa gestão é fundamental para manutenção de um mercado sustentável.

Segundo dados da ANS, o mercado de planos de saúde apresentou um crescimento de 54% no número de beneficiários desde seu início, enquanto a população brasileira cresceu 18% no mesmo período. Mesmo assim, ele reconheceu que o mercado de saúde suplementar já teve resultados melhores, chegando a 50 milhões de usuários, contra os 48 milhões de beneficiários registrados atualmente.

A crise, de acordo com ele, foi reflexo do déficit econômico nacional, que teve queda no emprego formal, o que representou 57% de queda no mercado de planos de saúde coletivos. O número de operadoras também caiu, saindo de 1500 empresas para 780 operadoras atualmente.

O presidente da ANS ressaltou que a regulação deve induzir uma boa operação e governança corporativa, que levando o mercado à qualidade e sustentabilidade econômica do setor. Para tanto, ele afirmou que é preciso ter equilíbrio na incorporação tecnológica e a participação social na questão dos reajustes. “A regulação econômica implica que as operadoras têm que ter competências com diferentes dimensões para cobrir os riscos e ter resultados”, afirmou.

Leandro Fonseca lembrou que as operadoras são responsabilizadas pela gestão de riscos, financeira, da rede de prestadores, de comunicação e da saúde dos beneficiários. Por isso, é importante estar atento às dinâmicas atuais, que passam pela evolução demográfica, com o envelhecimento da população; o perfil epidemiológico; e a inovação tecnológica.

Levando também em conta a expectativa de aumento de custos, Leandro enfatizou que a situação é uma tendência mundial e que tem causado dificuldades para empresas contratantes de planos de saúde coletivos manterem o benefício. Segundo ele, essa questão deve ser debatida não apenas pelo mercado, mas também deve envolver a população, sobre como tornar a saúde mais sustentável.